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 REQUALIFICAÇÃO DO SÍTIO ROBERTO BURLE MARX 

Projeto será desenvolvido pela Intermuseus e prevê intervenções museológicas e estudos arquitetônicos com objetivo de preservar legado e ampliar acesso à obra do paisagista. Burle Marx viveu 30 anos no local, que dispõe de acervo botânico único, além de gravuras, móveis e telas de artistas consagrados de sua coleção particular

O Centro Cultural Sítio Roberto Burle Marx, localizado em Barra de Guaratiba, na zona oeste do Rio, será requalificado para ampliar sua capacidade de receber visitantes a partir de 2019. Os trabalhos começaram em outubro de 2018, após a assinatura do contrato entre a Intermuseus, entidade que conduz o projeto, e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Ambos vão atuar em parceria com o Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), responsável pelo imóvel. 

 

A área, de cerca de 400 mil metros quadrados, foi a casa do artista brasileiro por décadas, e reúne mais de 3,5 mil espécies de plantas. Também está no local uma coleção de telas, desenhos e gravuras de autoria de Burle Marx. E outras obras de arte que ele ganhava de amigos do Brasil e do exterior, compondo um rico acervo artístico. 

 

O projeto de requalificação será financiado pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Os recursos serão aplicados em três grandes eixos: social, museológico e estrutural.

“O projeto de requalificação vai permitir que o espaço tenha condições de receber melhor aos visitantes. Além disso, esperamos que valorize a região e fortaleça o turismo local, pois trata-se de uma área que é reconhecida como polo gastronômico e de preservação ambiental”, diz a diretora-executiva do Intermuseus, Andrea Bueno Buoro.

Segundo ela, os visitantes poderão conhecer de perto os aspectos arquitetônicos do sítio e, principalmente, ter acesso ao valioso acervo botânico-paisagístico, que reúne cerca de 3.500 espécies de plantas exóticas e nativas. Eles também terão acesso a um acervo de obras de arte - desenho, pintura, escultura, serigrafia, gravura, tapeçaria, joalheria, cenários e figurinos, tecidos, painéis cerâmicos e paisagismo. O local ainda abriga a coleção de arte pré-colombiana e de arte popular brasileira de Burle Marx.

 

 
Artista de múltiplas faces

 

O sítio Burle Marx é atualmente o melhor local para se compreender a complexidade do trabalho do artista. O espaço é uma unidade especial do Iphan, cuja natureza institucional demanda cuidados especiais com relação à visitação pública, bem como à exposição e à preservação de seus acervos botânico, paisagístico, museológico, arquitetônico, documental e bibliográfico.

 

“O sítio é um espaço importante porque serviu de moradia para Burle Marx até sua morte, em 1994, e encontra-se bastante preservado”, explica a diretora-executiva do Intermuseus. “É o local, por excelência, no qual sua memória está preservada e onde todo este patrimônio pode ser visitado. Hoje, o acesso está aquém do potencial de visitação, mas queremos mudar essa realidade e torná-lo um ponto de atração turística no Rio”. Segundo Andrea Buoro, a expectativa dos responsáveis pelo projeto é que o Sítio se transforme progressivamente em um espaço de referência da comunidade. E que esta possa se apropriar do espaço e do conhecimento sobre a obra de Burle Marx e o contexto no qual ela foi produzida. 

 

Paulistano de nascimento, Burle Marx é reconhecido como um dos paisagistas mais importantes do século XX. Sua obra está espalhada por várias cidades do mundo. Criador do chamado “Jardim Tropical”, Burle Marx rompeu com o padrão estético de inspiração europeia vigente e buscou referências para seu trabalho na mata brasileira, valorizando os elementos nativos de sua flora, plantas e folhagens. No Brasil, produziu projetos paisagísticos de grande relevância, como o Eixo Monumental de Brasília, o Aterro do Flamengo, o Aeroporto da Pampulha e o Museu de Arte Moderna do Rio.

 

Em sua carreira, Burle Marx se destacou ainda como artista plástico, escultor, colecionador de espécies botânicas e de peças artísticas e do artesanato brasileiro. Teve aulas com Cândido Portinari e Mário de Andrade, e foi parceiro de Lúcio Costa e Oscar Niemeyer.

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Contrato